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Gestão da Maternidade: tempo, equilíbrio e felicidade

Gestão da Maternidade: tempo, equilíbrio e felicidade

Cláudia Mourão

Em tempos modernos, uma das maiores reclamações ou insatisfações das pessoas é em relação ao “tempo”, ou à “falta de tempo”, para realizar todas as tarefas e rotinas do dia a dia. Com a maternidade, aparentemente, ou de forma prática, as horas parecem encurtar e o acúmulo de afazeres começam a surgir de forma mais frequente, gerando mais desconfortos e estresse.

Em linhas gerais, há uma pressão sobre a mulher nos resultados que deve dar às demandas domésticas, como também às de carreira e às sociais traduzidas nos: cuidados com a casa, com os filhos e com todos os membros do núcleo familiar, com os processos laborais, e com a correspondência a eventos sociais, a amigos e parentes. Isso é um fator de risco que deve ser examinado com a máxima atenção na gestão da maternidade. Para se calcular uma vida social mais relaxada e com menos tensão, o primeiro “tempo” que a mulher deve ter é de enxergar seus múltiplos papéis sociais e realizar um planejamento tal qual as empresas fazem para se manterem “vivas” no mercado, ou produtivas.

Os dois primeiros passos fundamentais são o autoconhecimento e o reconhecimento das potencialidades e limitações. O indivíduo “mãe”, necessita a priori, ver-se como mulher, nas suas inúmeras necessidades e concluir o que pode fazer sozinha e em que necessitará de ajuda. Por exemplo: sou mulher, tenho muitas responsabilidades e sou capaz de dialogar com todas elas, numa relação de solidariedade com os demais membros de minha família. Preciso estar saudável, físico e psicologicamente, manter os cuidados com minha alimentação, com a minha higienização e embelezamento. Tenho muitas responsabilidades, mas preciso dividi-las.

Em seguida, uma rotina de limpeza e organização da casa, que na minha opinião é uma das mais cansativas, por isso deve ser a segunda prioridade, imediatamente após o autoconhecimento, sem sombra de dúvidas. É importante partir do pressuposto de que a limpeza do domicílio é condição sine qua non, para o desencadeamento de todos os outros cuidados e atividades. Comece arrumando a sua cama! Isto é motivacional. Você vai se sentir minimamente disposta para seguir a sequência de afazeres.

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Ressalte-se que, após o nascimento dos filhos, mesmo com a ajuda de empregados domésticos, é relevante que a mãe contribua na manutenção dos cômodos e móveis de sua casa, pois sua presença se perfaz como uma das molas mestras no desenvolvimento e gestão do seu lar.

Com esses dois pontos bem conquistados, já se terá um excelente ponto de partida para se perseguir um caminho de equilíbrio e felicidade. Com a maternidade, as responsabilidades aumentam sim, mas com organização, rotina, prioridades e solidariedade familiar, será impulsionada uma caminhada mais amena, agradável e deleitosa no seio da família e nas demais relações sociais.

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